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Booking Graciosa e Santa Maria

Santa Maria,

a encantada ilha

Santa Maria partilha com a Graciosa, as Flores e o Corvo a triste circunstância de ser desconhecida por parte da maioria dos açorianos. E no entanto, “a ilha de Gonçalo Velho”, a mais antiga do arquipélago e a primeira a ser avistada (em 1427, numa altura em que os Açores eram já uma certeza cartográfica), é extraordinariamente bela e cheia de contrastes.  

Dos Anjos à Maia, a ilha apresenta uma paisagem muito variada, dividindo-se em duas partes distintas: uma zona bastante acidentada a noroeste – freguesias de Santa Bárbara e Santo Espírito – e outra mais plana – Vila do Porto, São Pedro e Almagreira. 

Uma natureza insólita, com ravinas abruptas e vales profundos, Santa Maria são duas numa só ilha em apenas 97 km2 de superfície: um dos lados apresenta-se montanhoso e revestido de maciça vegetação; o outro é absolutamente árido, conhecido como “deserto vermelho”. No Barreiro da Faneca as terras são materiais de argila vermelha e cheiram permanentemente a barro.

Exuberante e extraordinária é a Baía de São Lourenço, com a sua praia de areias brancas, e a imponência das suas vinhas dispostas em anfiteatro na encosta, protegidas por currais de pedra basáltica. Nesta estância balnear quisera eu ter uma casa… Não muito longe dali fica a Maia, reserva natural e também local de veraneio, do encanto e do espanto.

                                                                                      Victor Rui Dores

A Graciosa ilha

A Graciosa, com 61 km2 e 4.390 habitantes, é de todas as ilhas dos Açores a menos montanhosa e húmida. “Ilha branca” lhe chamaram, ao que se julga saber devido à abundância de traquito, a rocha que vista ao longe terá dado a impressão de ser branca aos olhos dos nossos primeiros povoadores. Daí a toponímia da ilha: Barro Branco, Pedras Brancas, Serra Branca.

Esta ilha seduz o visitante pela sua paisagem feita de planuras, montes arredondados cobertos de árvores, vinhas entre paredes de pedra negra, campos de cultivo e a presença constante do mar. O conceito da Natureza intocada aplica-se aqui às mil maravilhas. Possuindo um dos mais ricos ecossistemas do mundo, a Graciosa é, desde 2007, Reserva da Biosfera declarada pela UNESCO.

Se o leitor quiser fazer uma “viagem ao centro da terra”, não se fique pelo Júlio Verne e vá visitar a inquietante beleza da Furna do Enxofre, fenómeno vulcanológico raro e geologicamente único no mundo. Trata-se de uma depressão existente no subsolo da Caldeira – cratera de uma antigo vulcão – onde se dá um fenómeno de libertação de gases sulfurosos provenientes de uma massa fluída em permanente ebulição localizada no interior mais recôndito da caverna. Comunica com o exterior através de duas aberturas, e, b  em 1939, na maior delas, foi construída por um simples mestre pedreiro, sob a orientação do tenente Manuel Severo dos Reis, uma imponente escadaria (em caracol) de acesso, em alvenaria aparelhada, hoje apontada como um exemplo feliz em termos de engenharia ambiental. Durante muito tempo, e antes da sua construção, quem quisesse conhecer a Furna tinha que descer amarrado pela cintura. O naturalista Fouqué, em 1873, e o príncipe Alberto de Mónaco, a partir de 1879, foram os primeiros a estudar a Furna, chamando a atenção da comunidade científica internacional para o seu interesse e originalidade.

                                                                                          Victor Rui Dores